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 Escolhas [Completa] -by Tibeto

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Tibeto
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MensagemAssunto: Escolhas [Completa] -by Tibeto   Qua Fev 15, 2012 10:28 am

>> Mensagem ao leitor
Spoiler:
 



Escolhas




Capítulo 1 – Pequeno feioso

A pequena Izlude era uma cidade calma, mas era também conhecida pelo enorme espírito de luta que seus moradores tinham. Foi essa pequena e amistosa cidade que Oliver e Kassandra resolveram adotar como lar, quando se casaram. Kassandra era uma simples dona de casa que vivia feliz apenas em cuidar de sua casa e família, já Oliver tinha desistido de se tornar alquimista e vivia como um simples comerciante. Izlude era o local perfeito para aquele casal pois, Prontera, a capital, estava logo ao lado, e era um ótimo local para Oliver buscar o sustento para sua família.

Foi exatamente dois anos após o casamento que Kassandra teve seu primeiro filho, Oliver ficara muito feliz com aquilo, pois torceu incansavelmente durante a gravidez para que nascesse um menino. O garoto havia nascido saudável e não trouxe problemas para o casal. A pequena Izlude se movimentou e alguns amigos do casal visitavam constantemente trazendo presentes e parabenizando-os pelo pequeno bebê, chamado de Betho. O menino foi logo apelidado de “feioso” pelos amigos de Oliver, diziam que o garoto tinha uma cabeça muito desproporcional ao corpo, logo aquilo mudaria, mas por enquanto Oliver apenas levava na brincadeira.



Capítulo 2 – Morte e desespero


Saqueadores invadiram Izlude naquela noite, vieram direto de Prontera, rasgando a planície que separava as duas cidades, seria mais fácil fugir da guarda de Prontera por água, pela marina de Izlude. A guarda de Prontera já tinha sido chamada e já estavam a caminho da pequena vizinha Izlude.

Já se passavam das três horas quando a porta de uma das casas foi arrombada, Kassandra gritou por ajuda, mas a cidade não estava preparada para aquilo, Oliver respirou fundo:

-Amor, leve o nosso filho daqui.

Kassandra hesitou, mas sabia que tinha que fazer aquilo se quisesse sobreviver. Um dos saqueadores que entrou na casa ainda sorriu:

- Não acha que consegue me impedir de passar se eu quiser?!

Oliver quase chorou ao pensar que se não tivesse desistido antes, talvez conseguisse defender sua família naquele momento.

–Eu acho que vou levar o pirralho!- gargalhou o desconhecido.

Oliver se contorcia de raiva, mas sabia que se partisse pra cima seria seu fim, aquele bandido tinha quase o dobro de seu peso e sua pele era cheia de cicatrizes. “o que levaria um homem a viver assim?” pensou consigo mesmo.

Outro saqueador grita um nome:

- Asbarth !!! A guarda de Prontera já chegou aos portões.

Por um instante Oliver se alivia ao saber que poderia se salvar naquele momento. Mas de relance, o enorme homem se vira para o companheiro e diz:

- Vou terminar o que comecei!

Oliver suspirou, sabia que mesmo com a salvação tão perto, não daria mais tempo.

-Amor, me desculpe por isso, você não merecia...

A lâmina do machado cortou o ar. Um golpe foi o suficiente. A guarda de Prontera chegou instantes depois do saqueador dizer sua ultima frase.

-Fraco inútil.

Kassandra tinha Oliver nos braços, já sem vida, chorava por perder o amor de sua vida. O pequeno garoto, chamado pelos pais de Betho, possuía apenas um ano e não entendia nada do que havia acontecido, para sua sorte, era melhor que nunca se lembrasse mesmo. Kassandra ainda pôde beijar amorosamente a testa de seu marido antes que ele se fosse e se despedir com a frase que tinha selado o casal. Eu te amo!



Capítulo 3 – Eu quero ser um espadachim

Já se passaram mais de dez anos desde o terrível acontecimento em Izlude, a guarda de Prontera havia construído um posto na cidade, agora a capital já tinha uma ligação maior com a pequena Izlude, principalmente com a guilda de espadachins, Prontera sempre tinha o interesse nos melhores espadachins, para seus futuros soldados. Os testes para a guarda eram rígidos, e preparar os melhores soldados desde cedo era uma maneira de garantir que os melhores seriam escolhidos posteriormente.

Betho já havia dito a sua mãe:

-Mãe, eu vou ser um cavaleiro! Vou salvar os mais fracos que eu, e nunca vou deixar ninguém matar o pai de ninguém!- ele dizia aquilo direto, e era incrível, pois, em todas as vezes, Kassandra enchia os olhos de lágrimas.

Sua mãe não apoiava totalmente a idéia, mas sabia que seu filho teria um futuro brilhante, e que ele decidiria seu caminho...

Uma vez em uma conversa com seu filho ela dissera, - É preciso ser um dos melhores espadachins para se tornar um cavaleiro. O jovem garoto retrucou, com um sorriso no rosto: -Então eu quero ser um espadachim.



Capítulo 4 – Rumo a Prontera

Com treze anos Betho entrou para a guilda dos espadachins, a maioria de seus companheiros tinha entre quinze e dezenove anos, logo foi motivo para risos, chamado de "pirralho", ele não se importava e começara a gostar daquilo, pois pensava consigo mesmo: “Coitados, vão ficar atrás de mim, mesmo eu sendo um pirralho.”

Seus olhos brilharam quando sua mãe o presenteou com uma katana forjada com elemento fogo.

-Mãe, obrigado!-com aquele mesmo sorriso de sempre. Kassandra sorria, mas por dentro sempre se lembrava de seu marido Oliver, aquele sem dúvidas era o sorriso era do pai.

Betho levantava pouco antes do sol sair todas as manhãs, para poder se tornar um cavaleiro era necessário ter habilidades excepcionais, no seu caso seria mais difícil, sua pouca idade e tamanho inferior aos outros não ajudava em muita coisa. Então para compensar tudo isso ele se dedicava muito e treinava dobrado todos os dias.

O primeiro ano na guilda dos espadachins aumentou sua agilidade, sua força e seu espírito de luta, logo surgiram algumas oportunidades, pequenas missões de escolta de viajantes por campos em torno de Prontera, entrega de cartas a superiores, explorar estranhos acontecimentos relatados em lugares próximos a Izlude e Prontera.

Já no segundo ano na guilda dos espadachins o treinamento foi focado em lutas de espadas e lanças, pois a guarda de Prontera havia pedido para que a guilda de espadachins mandassem alguns dos melhores membros aos testes de cavaleiros anuais. Betho tinha sido um dos 10 escolhidos, e focava seu treinamento em lanças, embora soubesse lutar razoavelmente bem com espadas.

Os dias passavam e isso só aumentava a ansiedades dos jovens guerreiros, garotos que serviriam o rei, e prometeriam levar a honra como sobrenome. Com certeza nem todos seriam escolhidos, o grupo de espadachins ainda sofriam uma pressão psicológica, onde seus amigos seriam seus inimigos nos dias seguintes.



Capítulo 5 – Trabalhos chatos

O grupo de espadachins entrou nos portões de Prontera e foram encaminhados a guarda de Prontera.

Era necessário atravessar toda a cidade, pois a guarda ficava no extremo noroeste da cidade.

-Ahh...eu amo isso aqui – gritou um.

-Haha, olha aquelas sacerdotisas ali! -cochichou o outro.

Sem dúvidas Prontera não era a capital por nada, a cidade realmente era linda, vivia sempre movimentada e cheia de viajantes, os mercadores e comerciantes invadiam suas ruas e então era necessário pesquisar bastante para não perder dinheiro, alguns dos comerciantes enganavam seus clientes e vendiam algumas coisas com um lucro além do comum.

-Por aqui-disse um cavaleiro. -Eu vou escoltá-los.

Aquele cavaleiro parecia amistoso, e sorriu para o grupo:

-Não façam nenhuma palhaçada de agora pra frente,eles são rígidos no exame.
-após a ultima frase ele olhou fixamente para frente e logo todos chegaram a porta da Guarda.

-Os exames começarão em cinco minutos -disse ele, -Entrem todos e aguardem. -completou.

Os exames de perguntas e respostas foram fáceis para todos, já no teste de resistência e força dois não conseguiram e foi necessária a intervenção de algum cavaleiro para salva-los. Adam e Marcos eram primos, ambos ficaram feridos, a guarda não era desumana nem nada do tipo, mas não aprovaria eles com certeza. No teste de paciência o esquentado da turma, Alfred acabou chutando uns porings, e infelizmente foi eliminado, enviado direto para os esgotos da cidade. Os outros sete foram aprovados.

-Foi a maior aprovação dos últimos tempos!

-A guilda dos espadachins nos surpreendeu este ano. - foram as palavras que o líder disse aos aprovados.

-Agora começa tudo, não pensem que agora serão livres, pois os cavaleiros têm que manter serviços a guarda de Prontera por pelo menos cinco anos. Não quero ouvir comentários do tipo “oba, sou cavaleiro e sou forte”, no começo seus serviços não mudarão muito, terão que escoltar viajantes nas proximidades, obedecerão serviços do rei e da guarda, sem objeção. Isso é ser um cavaleiro da guarda de Prontera. Se houver uma guerra, vocês serão a linha de frente, serão cobaias para os mais experientes. É assim que funciona. Cada um de vocês receberá um codinome para algumas missões. No mais, parabéns a todos. -O homem deu meia volta e saiu.

Betho recebeu o codinome Tibah. Esse seria seu nome em diversas missões, com o tempo, seus companheiros acabaram apelidando-o de Tibetho, misturando seu codinome ao seu nome.

Tibetho e Miles eram dois grandes amigos, desde quando começaram o treinamento como espadachins. Ambos foram enviados a mesma divisão da guarda, liderada pelo Lorde conhecido como Augustus. O garoto com cabelos curtos e negros, Tibah, sempre reclamava dos serviços chatos ao qual era encaminhado.

-Que merda é essa!

Sempre era advertido pelo amigo, bem mais cauteloso.

-Você é louco falar essas coisas por aí!

-Você tem muito medo...



Capítulo 6 - Corrupção?

Um dos juramentos feitos pelos cavaleiros seria de preservar a honra em primeiro lugar, e outro era de servir fielmente ao seu rei e seus superiores. Mas e se, nem tudo isso pudesse estar junto? Se tivesse que quebrar uma parte do juramento para cumprir a outra parte, o que um cavaleiro devia fazer? Essa pergunta era visível nas caras de alguns soldados da divisão do Lorde Augustus. Tibah, embora o mais novo da divisão, era o único que tinha coragem para assumir sua insatisfação. Com dezesseis anos e um forte sentido de justiça, sabia que algo de errado estava acontecendo, pois via sua divisão cercada de intrigas e seu Lorde, cada vez mais distante dos campos de batalha e mais próximo da política. Com certeza ele quer tomar a liderança da guarda de Prontera. - era a maior suspeita do jovem cavaleiro de cabelos negros.



Capítulo 7 - Servir fielmente

O descontentamento crescia diante das brigas políticas que cercavam algumas das divisões de cavaleiros da guarda de Prontera. A guarda de Augustus pretendia tomar a liderança por força bruta e ele pretendia assumir o controle da guarda. Alguns cavaleiros, entretanto, descobriram o plano do velho lorde, e planejavam boicotar sua "guerra" desnecessária.

A divisão de Lorde Augustus foi chamada de madrugada para um serviço. Tibah e os outros não sabia bem do que se tratava, pois suas patentes eram baixas e só seguiam as ordens. A noite foi longa, e a divisão de cavaleiros percorreu diversas casas aprisionando cavaleiros de outras divisões e suas familias. O jovem cavaleiro não sabia do que se tratava ainda. Apenas que levariam todos aprisionados para o norte de AldeBaran, pois eles seriam julgados por tração por lá. Mal sabia Tibah que este dia mudaria o resto de sua vida, e que seu mundo desmoronaria.

O dia já surgia no horizonte daquelas terras secas. Diversos cavaleiros presos e suas famílias estavam amarrados em jaulas improvisadas puxadas por Pecos. Lorde Augustus havia acabado de descer de seu Peco com uma armadura durada.

- Pois bem, vocês, da divisão A, liderada por mim, Augustus, passaram por uma difícil prova hoje. O julgamento desses infelizes, traidores da guarda de Prontera, já foi selado a dias atrás. Todos são... - em uma breve pausa. -Culpados!

Alguns cavaleiros amordaçados se remexiam desesperadamente em sua prisão, tentando por ultimo ato, forçar as algemas e tentar fazer algo para que pudessem se libertar.

- A sentença de todos é a pena de Morte! - Augustus voltou-se lentamente e subiu em seu Peco reluzente. - Executem-nos, Todos!!

Diversos cavaleiros exitaram em seguir a ordem. Tibah segurou Miles por um instante.

- Qual é? Você não pode fazer isso!

O velho Lorde pôde perceber o acontecimento e fez uma pausa.

- Se minha ordem não for cumprida, a divisão A também será considerada traidora da guarda de Prontera. - o Lorde ergueu a cabeça e aguardou a reação dos seus subordinados.

Miles se virou para Betho.

- Você não precisa fazer isso...pode deixar comigo.

Naquela tarde diversas famílias foram executadas sem a certeza dos crimes que poderiam ter cometido. Tibah e alguns outros cavaleiros sentiram-se como a escória por terem que seguir as ordens dos superiores sem o entendimento da situação. Ao fim da tarde, a divisão A da guarda de Prontera havia se tornado assassina, e Augustus, estava chegando cada vez mais próximo do que almejava.

Tibetho se arrependia por não tentar impedir o acontecimento, e esse arrependimento crescia cada vez que lembrava o medo que podia sentir nos olhos das crianças ao ver cavaleiros, antes vistos como heróis, serem os autores de suas mortes.

-Na minha infância eu queria ser um cavaleiro para proteger as pessoas...












Última edição por Tibeto em Sex Fev 17, 2012 3:44 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Escolhas [Completa] -by Tibeto   Qua Fev 15, 2012 11:39 am

Capítulo 8 – Calor e solidão

Foi isso que eu busquei toda minha vida? -Dezoito anos jogados fora. -O que estamos fazendo? Tibetho não tirava esses pensamentos da cabeça enquanto saía furioso de Prontera. Cruzou a planície e entrou no deserto, já chegava o meio dia e o sol rachava sobre alguns pequenos lobos que estavam por ali. Tibetho deu um pulo e deu a liberdade para seu Peco. Ele o acompanhara pelos últimos dois anos e o cavaleiro mal dera um nome a ele. Era muito bem tratado, e agora iria ter descanso nas florestas que ligavam Prontera à Payon.

Tibetho rasgou fora o emblema de Prontera do peito, sentiu nojo ao ver aquele pedaço de pano no chão. O metal de sua armadura queimava sua pele quando ele tirou sua cota de malha e abandonou nas areias. Tempo depois se arrependeu daquilo quando viu que o sol já havia o queimado mais ainda, implorou por sua roupa de volta, mas ele já estava meio mal pela falta de água e o calor, foi quando apagou.

Acordou seis horas depois, devia ser umas nove horas da noite. O deserto era curioso, Tibetho tremia todo no meio da areia gelada. Criaturas saiam à noite e algumas serpentes escuras apareceram em sua frente, ainda sentia sua pele arder em meio ao frio, estava vermelho e precisava de sua espada, mas sua espada não estava com ele.

-Eu me lembro de estar com ela. -pensou mais uma vez. -Tenho certeza que não a deixei no caminho.

Foi quando empunhou uma pequena adaga que deixava para ultimas horas. As duas serpentes não deram trabalho, mas duas sombras novas apareceram no meio da escuridão. E dessas, Tibeto só se lembrou novamente no outro dia quando acordou.

---

Tibah estava acorrentado por um dos braços, dois cortes superficiais no peito, sua pele ainda queimava e a fome e dor de cabeça o levavam a loucura. -Onde estou afinal? -se perguntou enquanto avistou o pequeno “quarto”. Foi quando se lembrou que devia estar perto da guilda de assassinos. -É, foi uma boa caminhada a que fiz ontem. Ainda conseguiu sorrir até a porta se abrir.

-Vejo que a guarda de Prontera tem homens bem resistentes! -O assassino exclamou. Tibetho imediatamente curvou o olhar, na situação que estava tinha esquecido completamente dos últimos fatos.

-Cavaleiro?! Se acha superior ainda?!! continuou o assassino.

Tibeto não sabia o que fazer, levantou o rosto e olhou fixamente para o rosto do assassino. Seus olhos brilhavam, e se acenderam ainda mais quando disse:

- Eu não sirvo mais a ninguém, estou por conta própria, e nunca mais serei um cavaleiro.

Era exatamente o que aquele assassino tinha deduzido após as pistas deixadas no deserto, os dois assassinos que o encontraram haviam visitado Prontera e concluído a corrupção evidente envolvendo o velho Lorde, que buscava, a todo custo, obter o controle da guarda de Prontera, para fins pessoais, e quem sabe, obter o castelo principal da Capital, pois todos sabiam o quanto o rei dependia de sua guarda.

Na volta da capital, encontraram pedaços de armaduras e um jovem jogado no deserto, concluíram logo que era um cavaleiro desertado, podia estar sob efeito de alguma droga, então apanharam sua espada e esperaram ele acordar. Após acordar meio cambaleante, queimado, o jovem ainda encontrou força para lutar com serpentes no meio da noite, sem duvidas não era um fraco, e com certeza desaprovava o que aconteceu mais cedo naquele dia. O velho assassino apenas observou o rosto do jovem e após alguns segundos, se virou e fechou a porta.

Tibetho imaginava o massacre ocorrido e se perguntava se podia fazer algo, a loucura batia na sua porta e as horas não passavam, foi quando a porta se abriu novamente, um jovem assassino, de cabelos brancos e curtos entrou com um prato de comida. Não parecia muito apetitoso, ele sorriu e disse:

-E aí cavaleiro, toma isso que é o que temos pra você. Jogou o prato no chão e chutou na direção de Tibetho, não foi agressivo ou mal educado, parecia mais que o modo de agir do assassino era excêntrico .

- É melhor comer, vai ser bom pra você.Foi o que disse antes de sair.

O que querem comigo, afinal? pensava o ex-cavaleiro.

Já se passaram alguns dias preso ali, e o jovem de cabelos negros já havia perdido a noção do tempo, suas feridas estavam melhores e o que incomodava era aquela corrente presa na parede a um de seus braços.

-Malditos mão de vaca, nem pra usar duas correntes, meu braço vai cair! reclamava para si mesmo.



Capítulo 9 – Bate papo com o velho assassino

O tempo parado já trazia pensamentos de fuga para Tibetho quando o velho assassino retornou, devia ter uns 60 anos, embora não apresentasse isso tudo, sua voz era rouca e tinha um sotaque estranho, não parecia nativo daquela região. Talvez fosse de Al de Baran ou do norte. Ele se apresentou apenas como Senhor. Falou que tinha umas perguntas para o cavaleiro prisioneiro.

- Se me responder eu o deixo voltar a Prontera.-disse ele.

- Não me interessa! retrucou Tibetho, curto e grosso.

- Você é cabeça dura. o velho respondeu rapidamente, e continuou -Ouça com atenção, Prontera tem formado um exercito forte durante todos os tempos, esse exército é o pilar para a paz no reino e para o governo, principalmente. Nossa guilda funciona como um ponto de equilíbrio no mundo, não nos julgue apenas porque executamos friamente alguns inimigos, você não chegou perto de fazer o mesmo?

Tibetho se encheu de ódeio e falou sem medir as palavras.

-Olha aqui, não acha que eu me tornei um cavaleiro para assassinar pessoas inocentes, isso não era de jeito nenhum minha vontade... -algumas lágrimas desceram o rosto do jovem. -Não era o que eu queria...

A ação tomada pelo jovem era a que o velho assassino esperava. Em seus muitos anos de guerras, missões, o velho entendia perfeitamente o que devia se passar na cabeça do jovem. "Afinal ele é apenas uma criança."

- Eu sei de quem é a culpa...ou pelo menos suspeito.

O velho já esperava essa reação e essas palavras do jovem, pois já havia identificado quem era e os últimos acontecimentos que cercaram o rapaz.

- Se eu te disser que Augustus está prestes a tomar o poder da guarda de Prontera, o que você me diria. - o velho fez uma pausa.

Os olhos do jovem se arregalaram. "Não pode ser!"

- Me deixem sair daqui, eu preciso consertar tudo!

O velho se levantou do pequeno banco que havia no quarto, se dirigiu a porta, e pouco antes de fechar a porta respondeu.

-Você terá o que quer.



Capítulo 10 – Assassinos?
:
Himura voltou ao quarto, dessa vez para libertar Tibetho da corrente, foi naquele momento que se apresentou:

-Bem vindo a guilda, me chamo Himura e faço trampos por aqui. O rapaz devia ter uns vinte e poucos, cabelos curtos, o problema visto ali era o cigarro, das outras vezes Tibetho já tinha observado, ele sempre ficava com um cigarro na boca, nesse momento deu vontade de tirar aquilo dali, mas ia soar como ameaça se o fizesse.

As correntes se chocaram contra a parede, causando um barulho suportavelmente estranho.

-Bem melhor!-se animou Tibeto. -Vou ver aquele desgraçado de novo. -e se lembrou de Augustus, o velho lorde, ele possuía um rosto magro e duro, soavam ásperas suas palavras e era extremamente calculista.

Quando ganhou a liberdade para sair do quarto viu Himura e outro assassino treinando, nunca viu alguém tão forte, tão rápido, o cara com quem Himura lutava devia ter mais de dois metros e pesar uns cento e cinqüenta quilos, embora toda essa massa ele se movimentava na mesma velocidade de Himura, Tibetho ainda pensou consigo: "Deve ser o cigarro” e riu sozinho.

Tibetho observava os pequenos gatunos, fazendo o teste de assassinos, se lembrava de quando era um espadachim. Ele notou que ao contrario dos boatos, assassinos não eram tão assassinos afinal. Eram treinados para ter precisão no que faziam, eram rápidos, sorrateiros, mas não matavam por diversão. Os boatos eram só boatos, afinal.

- Ei, senhor. chamou Tibeto. - Eu quero aprender a lutar assim. -completou.

O velho olhou para ele:

- Quantos anos têm?.

- Dezoito. -respondeu.

O velho ainda pensou que era mentira, mas notara que aquele garoto era uma exceção em quase tudo até ali, então deixou de lado.

- Você acha justo se seu teste não for algo tão fácil?! -propôs o velho. Afinal você era um cavaleiro da guarda de Prontera.

- É claro. -concordou Tibetho.

-Vamos ensinar um pouco a você. Em troca você trará Augustus para nós. Será uma missão de captura, e ele será trazido para interrogatório pelo conselho da guilda. O velho fez um pausa.

-Se fizer isso, você estará apto para entrar na nossa guilda, senão, se tentar fazer algo, meus subordinados te matarão.

- Feito. Tibetho concordou sorrindo.



Capítulo 11 – Voltando ao início


Como proposto, Tibetho recebeu um pequeno treinamento, assimilou rápido as técnicas furtivas e aumentou bastante sua velocidade com armas leves. Tudo estava marcado para aquela noite, o jovem retornaria a Prontera, não como um cavaleiro, aquilo era só um passado de vergonha para ele.

A noite chegou e o esquadrão mandado era composto por Tibeto e dois assassinos de elite. Strong e Himura. Assassinos de confiança que matariam Tibetho caso fizesse algo que não merecesse confiança.

Tibetho entrou pela porta do leste. Sempre houve pouco movimento ali, e seu conhecimento da cidade o ajudou, conhecimento que adquiriu quando ainda era cavaleiro. O jovem se infiltrou por entre as casas e quando notou já estava perto da casa de Augustus. Era uma enorme casa situada próxima a guarda de Prontera, sem dúvidas aquele lorde desfrutava de muito dinheiro para manter uma vida daquelas. A mansão era guardadas por alguns cavaleiros da divisão A. Para cumprir sua missão, Tibah teria que tirar Augustus dali. Mas devido ao ódio que sentia, o jovem já decidira o que iria fazer antes mesmo de entrar na casa.



Capítulo 12 – Redenção


Subiu a escada dentro da mansão. Alguém notou sua entrada?! Realmente não sabia responder a essa pergunta, o que restava era torcer para dar tudo certo.

Quando entrou na pequena sala avistou o que queria. Aquele corpo magro e alto, desfrutava de um caro vinho.

- Quem está ai? -perguntou o velho homem.

Tibetho tirou a máscara que escondia seu rosto:

-Não se lembra de mim?

Augustur firmou a vista no escuro e reconheceu aquele olhar.

- Ora, ora, é o cavaleiro teimoso. O que quer aqui, chorar e implorar por perdão?.

- Nem morto, eu vim aqui esclarecer umas coisas Augustus.

- Augustus? Havia tempo que não ouvia meu próprio nome, não esta esquecendo nada?! -disse ironicamente o lorde. - Vamos beber, comemorar minha ascendencia à guarda de Prontera...breve breve essa cidade...não, o reino estará nas minhas mãos.

- Com certeza não! -respondeu raivando.

- Você é um doente, você nem liga pra nada, só pra você mesmo, isso só me deu a certeza de uma coisa.

O lorde olhou Tibetho empunhando uma pequena arma.

- Você não tem coragem, não seria capaz de me arranhar, eu sou um lorde! caçoou.

- Guardas, venham aqui.

Tibetho ainda teve tempo de empunhar na mão direita uma katar, que mal sabia usar direito.

- Acaba aqui!

Instantes depois, a guarda chegou no quarto. O lorde estava caído no chão, com um enorme ferimento no meio do peito. Já não tinha vida. Num canto escuro, uma figura a espreita, Tibetho ainda estava ali, para sua sorte os cavaleiros nem o notaram.

Foi um maldito quadro que fez o estrondo que os guardas precisavam para encontrar o assassino. Não dava para reconhecer a figura. Estava cheio de tecidos, só os olhos amostra. Sem dúvida alguma era o assassino do velho. O número de cavaleiros aumentava naquela sala. Tibetho tentava sair, mas os guardas bloqueavam seu caminho. Lutou com alguns mas a desvantagem era grande.

Sentiu um corte nas costas, quase no mesmo instante sentiu seu olho esquerdo queimando e por um momento achou estar completamente cego. Firmou a vista um pouco, viu a saída e bem a sua frente um velho amigo. Miles estava ali, ele nem reconheceu Tibetho, mas Tibetho se lembrou de tudo que viveram juntos nas missões e nas tarefas desde novo, não podia fazer nada com aquela pessoa, conseguiu escapar por pouco do golpe certeiro de Miles, sem duvidas Miles tinha evoluído bastante nos últimos meses. Tibetho jogou Miles no chão, bem próximo a porta que daria a ele sua liberdade.

Quando notou tudo que tinha ocorrido, o jovem executor já estava do lado de fora da cidade. Estava sentindo dores por todo o corpo, sangrando muito, havia um enorme corte nas costas, e então apagou. Acordou em uma carruagem no meio do deserto, mas estava muito fraco para falar ou fazer algo, sua consciência nem existia ali, então, apagou novamente.



Capítulo 13 – Nova vida


Uma semana após os acontecimentos, Tibetho já estava andando, bem melhor, como marcas de batalha, perdeu seu olho esquerdo e ganhou uma enorme cicatriz nas costas, ainda estava de recuperação, mas observava atenciosamente mais um gatuno que entrava na guilda.

- Jovens crianças e seus sonhos, nem sempre o futuro traz o que esperam. -sussurrou sozinho.

- É verdade. -confirmou o velho assassino, posicionando-se ao lado de Tibetho.

Um breve silêncio tomou conta do ambiente.

- Está orgulhoso? -perguntou o velho. Ele tinha certeza que Tibetho nunca havia matado alguém, e naquela noite talvez o ódio o tenha feito fazer algo de que se arrependeria.

- Sim, apesar de tudo, eu aprendi algumas coisas. Grave o que te direi.

Tibeto se virou para o velho, ainda estava enfaixado, apesar de um único olho, seu olhar ainda queimava como nunca.

- Eu viverei em busca da justiça, da honra, da verdade, e eu derrubarei todos que atravessarem meu caminho.



FIM




Última edição por Tibeto em Sex Fev 17, 2012 2:41 pm, editado 2 vez(es)
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Luiz Gomes
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MensagemAssunto: Re: Escolhas [Completa] -by Tibeto   Qui Fev 16, 2012 11:44 am

Uiia, gostei da 1º parte Tibah kkk '-'
Foi meio triste no 2º capitulo, que até senti.
Bom.. espero ancioso pela 2º parte Wink

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MensagemAssunto: Re: Escolhas [Completa] -by Tibeto   Sex Fev 17, 2012 2:49 pm

-Terminada a postagem dos mini capítulos.

Mensagem final:
Bem galera, terminada a postagem, como citei acima, ela foi a primeira historia escrita por mim. Ela da a base da historia de um personagem RP. Meu primeiro personagem RP...e para os que RPam com o clã é importante saber a importancia desse personagem para o clã e para o meu char principal, Ebitto Rock.
(por enquanto nenhuma né)
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MensagemAssunto: Re: Escolhas [Completa] -by Tibeto   

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