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 Conto de Dewata

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Tibeto
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Mensagens : 288
Data de inscrição : 04/04/2011

MensagemAssunto: Conto de Dewata   Sex Jul 22, 2011 2:59 pm




Os primeiros raios de sol apareciam e era possível avistar aquele desordeiro todo animado chegando a praça central de Dewata. Ele e sua esposa haviam chegado na primeira embarcação oficial depois da descoberta da nova ilha. Depois disso, embarcações periódicas traziam diversos aventureiros em busca de novos tesouros e de locais inexplorados. O desordeiro, conhecido apenas por Ebitto e sua esposa, Miya estavam na ilha há quase dois dias e um dia antes, haviam ajudado a população local na confecção de uma famosa coroa, chamada de coroa de Jaty. Apesar da desconfiança aparente do líder da tribo, a confecção estava comprometida e foi necessário confiar em viajantes vindos do continente. O casal ganhou um par de coroas como recompensa e também uma Pena Reluzente de Cendrawish, simbolizando a confiança da tribo. Após uma pequena insistência do desordeiro, ganharam também uma estadia por uma noite para descansarem.

O desordeiro deixou sua esposa dormindo e tentava negociar com os mercadores que haviam chegado à ilha algumas poções da fúria selvagem, que funcionavam como energéticos, aumentando a velocidade de ataque de quem a utilizasse por um período de tempo e não eram encontradas facilmente por ali. Ebitto já havia planejado seu dia.

–Vamos lá cara, isso está muito caro! – disse Ebitto com um ar debochado.

– Não tem jeito, eu já estou fazendo elas a preço de custo. – respondeu o mercador preocupado.

Ebitto tinha intimidado mercadores por anos e anos, mas após se casar, prometeu a esposa fazer negociações de forma limpa, usando apenas uma boa conversa. Entretanto, estava aproveitando a situação longe da esposa e o pouco movimento naquele local para relembrar os velhos tempos, não podia negar que gostava daquela vida, apesar de não ser mais um jovem arruaceiro ganancioso e brincalhão, Ebitto sentia um pouco de prazer ao se lembrar de seus tempos dourados. Ebitto então retirou uma adaga e mostrou ao mercador, sorrindo.

– Você não é um bom mercador, não sabe negociar as coisas mais importantes né?

O mercador arregalou os olhos, era possível ver que estava ficando com medo. Ebitto o encarou mais uma vez. Por um breve instante o silencio reinou até que o som de um cajado cortando o ar pôde ser houvido, seguido de uma pancada seca em algo duro.

– Aaaii! – gritou Ebitto.

– Já te falei pra não fazer isso né? – resmungou a mulher.

–Mas...

Ebitto se lembrou de sua promessa e sabia que era melhor nem insistir, pois a apesar do rosto sereno daquela bela sumo sacerdotisa, sua personalidade era instável e ela se tornava perigosa quando estava de mal humor.

– Vamos logo. – disse a mulher, fazendo uma pausa e olhando alguns pássaros que cantavam por ali. –Não vejo a hora de voltar pra casa, poder
tomar um banho quente. – encerrou ela.

– Ah, é que eu ainda quero investigar uma coisa. – disse o desordeiro com a mão na cabeça.

– De novo essa história? O que foi dessa vez? – disse a sumo sacerdotisa, se aproximando do marido.

– Ontem enquanto procurávamos o material para confeccionar as coroas. –Ebitto fez uma pausa, pois sabia que isso deixava sua esposa curiosa, a incentivando.

– Me fala! – Miya nem escondia sua curiosidade.

–Ouvi um boato sobre uma adaga especial, que só pode ser encontrada por aqui.–Ela poderia ser muito útil em nossas viagens.– ele disse tentando
disfarçar sua vontade de obter uma nova arma.

– Tá bom, e o que precisamos pra conseguir essa adaga? – a sumo perguntou com um ar descrente, vendo que seu descanso ia ter que esperar.

–Aí que tá! Eu ainda vou procurar! – Ebitto olhou para a esposa e sorriu, fechando os olhos.

Miya suspirou e abaixou a cabeça, quando ia olhar para o marido para respondê-lo foi surpreendida.

– Eu te amo! Vamos? – Ebitto entregou uma flor que tinha pego sem a esposa perceber. Ebitto estendeu a mão para a esposa e mandou um beijo para ela.

– Você sempre faz isso e eu sempre acabo indo com você, né? – disse ela enquanto o marido sorria mais uma vez e a segurava pela mão.

– Tenho uma ideia de onde começar a procura.

--------------------------------------------------------

Aqueles campos não eram muito amistosos. Argiopes, Raflesias Arnoldi e Cendrawasihs andavam por todos os lados, eram monstros agressivos e perigosos para aventureiros despreparados. Porém não era comum se aproximando das cabanas do povo da tribo que habitava aquele local, os que se encorajavam acabavam sendo abatidos pelos guerreiros Jaty.

Logo as margens de um pequeno rio que dividia os campos em duas áreas era possível ver um velho mestre ferreiro sentado, admirando a paisagem. Ele parecia ter mais de cinquenta anos, tinha os cabelos e as barbas brancas, usava uma camisa branca desabotoada e tinha ao seu lado um martelo e um machado, ambos aparentavam ser belas armas de combate. Enquanto ele observava ao longe vários estrangeiros desafiando os monstros que habitavam aquele local, começou a viajar em seus pensamentos, até que foi interrompido por um casal que aparentava ser jovem. Um desordeiro de cabelos negros e uma sumo sacerdotisa de cabelos brancos se aproximou.

– Ei, velho! – disse o desordeiro.

O velho estranhou o modo de falar daquele homem e levantou de leve sua sobrancelha, fazendo uma cara de desgosto.

– Você não parece ser daqui. – disse o velho.

– Não, não sou mesmo.

O velho mestre ferreiro decidiu então testar o desordeiro.

– Pode me dizer onde estamos, jovem?

– Estamos na Ilha de Dewata.

– Hmm, ilha de Dewata?! – o velho tentou demonstrar surpresa em sua expressão facial.

– Não pude deixar de notar as belas armas que empunha velho, procurei pela ilha toda e não encontrei nenhum ferreiro descente, apesar de ter ouvido falar de uma adaga especial existente apenas aqui. – o desordeiro foi logo ao ponto que queria.

Dessa vez o velho se mostrou surpreso de verdade. Ele sabia exatamente do que o desordeiro estava falando, esse era um assunto que o interessava bastante também.

– Pois bem jovem, acho que temos o que conversar, afinal. – o velho sorriu. – Meu nome é Gatti, e eu sou velho mestre ferreiro, capaz de forjar essa adaga de que fala. – encerrou ele.

--------------------------------------------------------

Depois de uma conversa com Gatti, o desordeiro e sua esposa saíram das margens do rio, pelo caminho que levava a cidade de Dewata.

– Esse velho safado. – disse o desordeiro.

– O que foi? – respondeu a mulher.

– Deve estar achando que eu sou trouxa, 100 couros de Comodo, pra fazer uma adaga? Deve estar de brincadeira. –suspirou o desordeiro, entrando na cidade, seguido pela esposa.

Os dois passaram por alguns aventureiros e por habitantes da cidade, indo em direção a uma mulher, conhecida pela maioria dos aventureiros como Kafra.

– Bom dia, ainda bem que já chegaram aqui, estou precisando utilizar seus serviços. –disse o desordeiro a mulher.

– Bom dia, estou a disposição. – respondeu a bela mulher.

Enquanto Ebitto mexia em sua coleção de equipamentos e se preparava para ir até a montanha Krakatau sua esposa resolveu visitar algumas lojas abertas ali.

Nossa! Quantas lojas já estão aqui.Os habitantes da cidade não devem estar gostando muito disso. Lembrou ela ao perceber a desconfiança dos
habitantes, principalmente os da tribo com os estrangeiros recém-chegados.

– Pronto! Obrigado pelo serviço. – agradeceu o desordeiro.

O casal então cruzou a calçada e seguiu até o guardião da montanha, que controlava o acesso dos aventureiros até Krakatau. Os dois passaram pelo vigia, apenas acessando para o mesmo, que logo lembrou-se do casal, que no dia anterior o ajudou. Os dois passaram livremente e entraram no pequeno barco.

Chegando a montanha Ebitto suspirou.

– Eita, quente aqui hein?!

Miya deu uma pequena risada.

– Presta atenção, os boatos dizem que os monstros daqui não são fortes, porém o local é pequeno e a quantidade deles é grande, já tenho
memorizado a técnica Impacto de Tyr e vou usar ela pra controlar a quantidade que nos cerca, toma cuidado meu amor. – Ebitto sempre falava
muito pra disfarçar a preocupação com sua esposa.

– Tá bom amor, você sempre faz isso! Eu não sou mais aquela sacerdotisa que você conheceu a 10 anos atrás que ficava apenas em Prontera. –

Miya fez pouco caso da preocupação do marido para tentar acalmá-lo.

– Ok então. – ele apenas olhou por cima do ombro.

O casal evitava enfrentar Gullinbursti , Vermes anciões e Argiopes, estavam focados em adquirir apenas os couros de Comodo que precisavam. Comodos eram lagartos de peles acinzentadas, eles se rastejavam rapidamente dentro da caverna e se agrupavam em cima do casal.

– Impacto de Tyr. – gritou o desordeiro, derrubando os Comodos uns sobre os outros e vencendo-os.

A esposa olhava pra ele em silencio, sabia que ele se achava quando fazia aquilo e não queria aumentar seu ego, então, apenas sorria.

– Curar, Aumentar agilidade, Benção! – gritou a sumo sacerdotisa em sequencia.

No mesmo instante seu marido se sentiu revigorado.

– Vem que tem Comodao! – gritou e saiu em disparada na frente da esposa.

As vezes acho que você é uma criança. Ela apenas pensou. Irresponsável.

--------------------------------------------------------

Algumas horas depois o casal voltou aos campos de Dewata que ficavam a esquerda da cidade, quase ileso, até o velho mestre ferreiro.

Ebitto jogou um saco no chão, bem próximo ao mestre ferreiro.

– Aí está. 100 couros de Comodo, contatos.

– Hmm, muito bom, e rápido hein?! Pode me procurar mais tarde, vou providenciar sua adaga agora. Você não sabe quanto tempo esperei pra poder forjá-la.

Ebitto deu a vontade de chamar o velho de preguiçoso, mas queria tanto a adaga que deixou pra lá. Ele e a esposa retornaram então a cidade para almoçarem.

--------------------------------------------------------

O velho mestre ferreiro trabalhava incessantemente, parava de vez em quando, sorria, e voltava ao trabalho.

– Tá pronta?!? – Ebitto chegou dizendo e desconcentrando o velho Gatti.

– Meu jovem, já está de volta?! Quanta ansiedade. Me lembra um jovem..ops esse jovem era eu mesmo, ahaha! – o velho respondeu tentando disfarçar o que tinha feito com o material que o desordeiro tinha trago para a forja da adaga.

Ebitto olhou em volta e arregalou os olhos.

– O que? Seu velho miserável e preguiçoso, você gastou os couros que eu trouxe fazendo outras coisas?!!

– Esse couro é raro, e eu passei tanto tempo atrás dele. – o velho sorriu.

– Não acredito! Quanto ainda vai precisar velho? Fala logo que amanha tenho compromisso! – o desordeiro nem tentou disfarçar o
descontentamento.

– Acho que mais 100 couros de Comodo, 20 aços e 10 oridecons são suficientes.

O desordeiro já estava soltando um palavrão quando sua esposa sussurrou do lado.

– Lex divina!

Isso fez com que Ebitto não conseguisse pronunciar uma única silaba. No mesmo instante ele olhou com a cara fechada para ela. Ela apenas o puxou pelos braços.

– Estamos indo Gatti, espero que dessa vez você faça o serviço direito.

Os dois voltaram para a cidade em busca da montanha Krakatau mais uma vez.

--------------------------------------------------------

Já era noite e o tempo na cidade de Dewata estava ameno. O casal acabava de descer novamente no píer. O desordeiro tinha um saco nas costas.

– Se aquele velho me enrolar de novo...

– Vamos logo encerrar isso, estou cansada. – Miya falou para o desordeiro.

O desordeiro olhou para a esposa, apesar do cansaço dos dois ele mais uma vez sentiu uma imensa paz ao notar o quão gostava de sua vida.

– Está bem! – ele então sorriu para a companheira.

Os dois mais uma vez chegaram até a Kafra.

– Ufa, ainda bem que ainda está aí. Preciso urgentemente de sua ajuda. Preciso acessar meu inventário.

Magicamente o inventário de Ebitto foi aberto, ele então retirou os 20 aços e 10 oridecons e colocou em outro saco. – Muito obrigado novamente. – o casal agradeceu e deixou a bela mulher na praça central. Como aguentam trabalhar tanto? Miya pensou mais uma vez naquilo. Sempre imaginou de onde vinha tanta energia naquelas pessoas que escolhiam trabalhar como “Kafra”.

O casal chegou até o velho mestre ferreiro mais uma vez.

– Aqui está Gatti, tudo que você pediu.

– Muito obrigado. Vou trabalhar a noite toda para forjar sua adaga, pode buscar amanha bem cedo. Prometo.

Ebitto olhou descrente para o velho, mas queria apenas descansar depois de batalhar o dia todo.

– Ok velho, amanha bem cedo estarei aqui.

Miya então sorriu para o marido e os dois saíram a caminho da cidade.

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Era a segunda manhã que o casal acordava na ilha de Dewata, enquanto Miya estava deitada Ebitto olhou pra ela, acabando de vestir seu colete azul.

– Pode se arrumar que a gente já está voltando, vou só pegar minha adaga.

Ela olhou para o marido, sem esconder a satisfação de voltar a Midgard.

– Esta bem querido.

Ebitto então saiu e passou rapidamente pela praça de Dewata, e não pode deixar de notar que número de mercadores ali crescia a cada dia. Cruzou
a saída oeste da cidade e chegou aos campos de Dewata, passou em alta velocidade pelos monstros sem dar atenção aos mesmos chegando até o velho Gatti.

– E então Gatti? Conseguiu termina-la?

O mestre ferreiro realmente ficara a noite toda forjando a adaga, ele então mostrou uma bainha com uma bela aparência ao desordeiro.

– Está aqui! – respondeu o velho.

– O desordeiro se apressou em pegar e sacar a arma das mãos do velho mestre. Olhou então a arma de todos os ângulos possíveis.

– Essa é a adaga Afago. É a lendária adaga da tribo Jaty. Ela possui um encantamento especial e vai ajudar bastante em suas viagens pelo mundo. – disse Gatti.

– Hmm, sério?!? – Apesar da empolgação interior que o desordeiro sentia, ele não daria o braço a torcer aquele velho depois do trabalho que ele tinha passado.

– E tem mais. Essa eu preparei especialmente pra você! – o velho continuou.

O desordeiro então deixou de olhar a adaga e virou-se para o velho.

– Ela aumentará sua velocidade de ataque consideravelmente, tome isso como recompensa pelo trabalho que te fiz passar e pela agilidade que teve em fazer a sua parte do trato e trazer o material pra mim.

Ebitto então empunhou a arma.

– Já já vou testar se isso é verdade. – respondeu.

– Você realmente não dá o braço a torcer não é?!

– Obrigado pelo serviço Gatti. Eu gostei dela! – a resposta fugia do assunto do velho, mas ele nem se importou.

– Se precisar de mais uma dessas, pode voltar aqui e eu forjarei outra pra você, amigo.

– Ok Gatti, até a próxima então. – respondeu Ebitto.

Chegando a cidade Ebitto avistou a esposa esperando por ele, perto do píer. Foi até ela então.

– Olha só! – Ebitto mostrou a adaga a esposa.

– Gostou né? – ela sorriu, pois já sabia da resposta.

– Dá pro gasto! – respondeu.

– Tá bom! Até parece...

Os dois então embarcaram de volta a Alberta.


fim

extra: Miya - a salvadora

ps: Quem preferir pode ler em PDF com formatação um pouco melhor
Spoiler:
 
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